Série de reuniões ocorreu ao longo do dia 3 de outubro, na sede da Granbel, onde os representantes municipais apresentaram individualmente questões pontuais dos seus respectivos municípios

A Granbel realizou durante todo o dia 3 de outubro, na sede da entidade, quatro reuniões entre prefeitos e representantes dos municípios da Região Metropolitana com 12 técnicos e gerentes da CEMIG. Esse encontro dá sequência à reunião realizada em agosto, em São José da Lapa. Na ocasião, os gestores municipais apresentaram individualmente as demandas de suas respectivas cidades, entre elas, as dificuldades enfrentadas com a manutenção do sistema de iluminação pública, que passou a ser de responsabilidade dos municípios em 2015, a solicitação para extensão de rede elétrica e consultoria para elaboração de projetos técnicos.

O presidente da Granbel e prefeito de Nova Lima, Vitor Penido, destacou a importância da ação para o aprofundamento das relações entre os municípios e a estatal e enfatizou que essa sinergia possibilita a melhoria da qualidade de vida do cidadão da RMBH. "Essas reuniões possibilitam o estreitamento do relacionamento dos gestores municipais com a CEMIG, o que proporciona a melhoria dos serviços em favor das pessoas. Além disso, ao ouvir individualmente cada um dos prefeitos, a CEMIG vai dar orientações específicas para a realidade de cada um dos municípios", disse.

O superintendente de coordenação do Relacionamento com Agentes, Anderson Ferreira, disse que o encontro era uma oportunidade para "discutir temas relevantes para os municípios da Região Metropolitana, que vão possibilitar grandes avanços". Ferreira ainda demonstrou a disponibilidade da CEMIG em atender os gestores. "Estamos aqui para ouvir o que vocês julgarem pertinente. Após ouvir cada demanda apresentada, vamos apontar as soluções para o devido atendimento. Quem ganha com isso é a população", afirmou.

"Nos colocamos à disposição para atender os municípios da Granbel sempre que necessário. Sempre que tiver alguma pendência junto à CEMIG nossa equipe está à disposição", assegurou o superintendente de coordenação e representação parlamentar da CEMIG, Carlos Renato de Almeida.

Já o gerente Ernando Nunes Braga salientou a capacitação da equipe da CEMIG e a expectativa da reunião. "Trouxemos aqui equipe técnica altamente qualificada. As demandas não solucionadas aqui, serão encaminhadas à CEMIG para o devido tratamento", falou.

A equipe da CEMIG presente durante o dia foi composta pelo superintendente de coordenação e representação parlamentar da CEMIG, Carlos Renato de Almeida, o superintendente de coordenação do relacionamento com Agentes Públicos, Anderson Ferreira, os gerentes de relacionamento Kelson Dias de Oliveira, Alessandro Oliveira Lima, Alexandre Montalverne Timóteo, Ernando Antunes Braga, Cleber Pierre Siveli, Inésio Lima, Adelaide Ragonezi, Anderson Ribeiro e Ivanildo Gonçalves, além dos técnicos Sérgio Blaso e Eluyr Dias Silva.

 

REUNIÃO 1

Participaram da primeira reunião o prefeito de Nova Lima, Vitor Penido, além dos chefes do Executivo municipal de Pedro Leopoldo, Cristiano Elias dos Reis Costa; de São José da Lapa, Diego Álvaro dos Santos Silva; de Vespasiano, Ilce Alves Rocha Perdigão e de Capim Branco, Elmo Alves do Nascimento.

São José da Lapa – "Sabemos o quanto a Granbel está sendo proativa para buscar soluções para os municípios. Precisamos de orientação e assistência mais próxima em relação a esses ativos de iluminação pública, vejo que a CEMIG tem atendido, porém a gente sabe que ainda não temos a expertise necessária para conseguir as soluções mais rápidas possíveis pois ainda dependemos de vocês para dar uma melhor qualidade desses serviços em nossos municípios. Em São José da Lapa há deficiência muito grande em capacidade energética, o que causa insegurança, pois uma boa iluminação melhora segurança, qualidade de vida e a urbanidade das cidades. A CEMIG é muito importante para levar à frente a discussão da questão dos avanços tecnológicos, principalmente sobre a iluminação de LED, sobre a implantação de Parcerias Público Privadas (PPP's) e viabilização de investimentos. A CEMIG pode contribuir com isso. Acredito que se a CEMIG tiver isso como objetivo, vamos juntos conseguir ótimos resultados para os municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte", disse o prefeito Diego Álvaro dos Santos Silva.

Vespasiano – "Queria falar à CEMIG que vejo como se Vespasiano ainda fosse iluminada por lamparinas. É uma cidade escura. Ando nos lugares e vejo que é preciso melhorar. Temos trabalhado nesse sentido, mas os recursos são poucos para efetivamente mudar a qualidade da iluminação da nossa cidade. Temos feito esforço muito grande. Quanto às PPP's e a iluminação a LED, acho que estão muito distantes da nossa realidade. Estive no Rio de Janeiro, recentemente, numa reunião com o Banco de Desenvolvimento e percebi o quanto é incipiente essa a implantação do LED na iluminação pública no país. Entendo que temos ainda uma longa caminhada em relação a isso. Vejo que é preciso unir, juntar com os governos estadual e com a União para ter uma iluminação com qualidade melhor porque os serviços dessa área são caros e as taxas para a população também. Merecemos uma iluminação melhor e, para isso, conto com a atenção da CEMIG para buscarmos soluções pontuais para esse problema", disse a prefeita Ilce Rocha.

A prefeita complementou dizendo que a Justiça notificou a Prefeitura por causa da iluminação da MG 10, que seria mais um serviço que onera as contas do município e frisou que a responsabilidade deveria ser compartilhada. Além disso, Ilce ressaltou a necessidade de manter uma agenda de reuniões, mas que essas tenham resposta efetiva das concessionárias. "Gostaria de aproveitar a oportunidade para cobrar efetivamente o que já foi feito. A COPASA, por exemplo, até agora não prestou nenhum dos serviços dos compromissos firmados com os municípios da Granbel. Não adianta fazer reunião e não cumprir o que foi acordado. Portanto, temos que ser mais operacionais para cobrar daqueles que prestam serviços para os nossos municípios e para que nos deem respostas efetivas", disse.

Nova Lima - Vitor Penido concordou com a prefeita de Vespasiano e disse que "não adianta sentar, reunir e conversar sem ter uma resposta ideal às solicitações dos municípios".

Resposta da CEMIG – O superintendente Anderson Ferreira disse que é preciso entender que a responsabilidade da iluminação pública, historicamente, é dos municípios. "Até 2011, a CEMIG realizava a substituição das lâmpadas que queimavam, mas nossa responsabilidade era exclusivamente a troca dos pontos queimados. "Depois de 2015, nem lâmpadas queimadas a CEMIG pode substituir. Hoje, 100% da iluminação pública é de competência dos municípios. Não vamos prometer nada que não podemos cumprir. O que assumirmos aqui, podem ter certeza que vamos avançar. E para isso, precisamos deixar claro essas responsabilidades para atender a expectativa dos municípios", disse.

Pedro Leopoldo – O prefeito Cristiano Marião abriu sua fala abordando a necessidade de aprofundamento de conhecimentos técnicos em prol da melhoria do sistema de iluminação pública e de iniciativas com o uso de LED. "Hoje, vemos muitas cidades firmando PPP's na área da iluminação pública com uso do LED. Realizamos algumas pesquisas e mesmo assim não achamos um exemplo plausível, porque é um processo bastante burocrático. Para se ter uma ideia, em Pedro Leopoldo o custo para estudo de implantação seria R$ 1,3 milhão. É um projeto caro. Vamos abrir uma licitação por pregão para encontrar uma empresa para fazer o projeto. Como a CEMIG tem essa expertise, vocês poderiam citar um exemplo bem-sucedido para que nós gestores tenhamos uma noção? O que vocês indicam em relação ao sistema LED? Qual caminho devemos percorrer?

O prefeito aproveitou para questionar sobre a frequente interrupção do fornecimento de energia nos dias de chuva, mesmo em precipitação de baixo volume. "O que pode ser feito? Quais são esses problemas? " indagou.

Vespasiano – A prefeita Ilce Rocha complementou falando que o assunto "Parceria Público Privada" ainda é novo e alguns entes federativos não tem o conhecimento necessário para firmá-lo. "Gostaríamos do apoio em relação a esse tema. Como o Tribunal de Contas iria enxergar esses contratos na prestação de contas? Normalmente, a Justiça não tem visto com olhos positivos. Há uma insegurança. Embora haja muita gente interessada em firmar as PPP's, nos sentimos um pouco perdidos, sem saber como conduzir o processo. Já temos alguma posição em relação a isso? ", questionou.

Nova Lima – O prefeito Vitor Penido disse que há o interesse de implantar o sistema de iluminação por LED na cidade e que está negociando com a Caixa o financiamento do projeto. Além disso, Vitor indagou aos técnicos sobre a estimativa de preço de cada lâmpada LED.

Resposta da CEMIG – Sobre o fornecimento de energia e eventuais quedas no fornecimento, o gerente Ernando Nunes Braga afirmou que a CEMIG tem um plano de manutenção preventiva, realiza limpeza de cruzetas, isoladores, para que no período chuvoso reduza as eventuais interrupções no fornecimento. "Hoje, 90% das nossas redes elétricas são aéreas e estão vulneráveis a intempéries da natureza. Não existe omissão da distribuidora. No caso específico de Pedro Leopoldo, tem que analisar. Nossa rede tem um sistema de proteção que desliga a transmissão quando há algum risco. Vamos solicitar a vistoria na sua cidade e posteriormente apresentar o que foi diagnosticado", disse.

O técnico em tecnologia em iluminação, Kelson Dias, disse que os municípios estão sendo orientados a elaborarem um Plano Diretor de Iluminação pública (PDI). "Esse é o ponto de partida. Só depois deve ser feito estudo sobre a tecnologia que a ser usada. Primeiramente, é importante saber o que é necessário para o município, para que não haja problemas", disse. Ele explicou ainda que no plano diretor vão constar as prioridades da iluminação pública, como os pontos da cidade que devem receber iluminação diferenciada, por causa de comércio, bancos, por exemplo. Ele ainda deixou registrado que a CEMIG está disponível para auxiliar na migração do sistema que utiliza lâmpadas de vapor de sódio para a tecnologia LED e dar apoio em relação à legislação, para evitar problemas com a prestação de contas.

Sistema Led

Já o técnico Sergio Blaso explicou que a CEMIG acompanha o que impacta significativamente no sistema elétrico da distribuidora e disse que a implantação das lâmpadas LED, embora inovadora, deve ser bem planejada. "O sistema de LED não é uma solução perfeita, existem parâmetros que devem que ser observados. Em 2013, por exemplo, a prefeitura de São Paulo realizou a maior instalação de LED do Brasil, no Parque Ibirapuera. Na época utilizaram LED com eficiência de 64 lumes/watt. Para ser eficiente, ela emite mais luz com baixo consumo de energia. Naquela época, foi utilizada a tecnologia mais avançada. Hoje, o mercado já tem lâmpada de 100 a 150 lumes/watt. As cidades devem acompanhar a tecnologia, mas precisam ter atenção para não gastarem muito. Para se ter uma ideia, nenhuma cidade no mundo possui sistema de iluminação pública composto 100% por lâmpadas LED", explicou.

Além disso, o técnico chamou a atenção para uma questão importante: a interoperabilidade entre os sistemas. "Se eu instalar um sistema X ele deve comunicar com o Y? Se isso não acontecer, gera custos com fornecedores e manutenção", afirmou.

Consórcios

Kelson Dias de Oliveira falou que os consórcios intermunicipais possibilitam uma cooperação mútua entre os municípios, permitindo "licitarem e contratarem conjuntamente serviços de água, esgoto, energia, por exemplo, facilitando muito ao município".

 

REUNIÃO 2 

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A reunião de número dois foi presidida pelo prefeito de Florestal, Otoni Alves de Oliveira Melo.

Florestal – O prefeito Otoni Melo, presidindo a reunião, disse que os municípios de pequeno porte têm dificuldades em relação a elaboração de projetos e solicitam melhorias em relação ao fornecimento de energia elétrica e à manutenção da rede. "O município de Florestal precisa de uma subestação da CEMIG. A cidade é muito próxima de Belo Horizonte e Betim e somos assistidos por dois alimentadores, mas não temos subestação. Isso vai ter um equilíbrio do sistema e confiabilidade do fornecimento de energia. Isso também vai incentivar a indústria", solicitou.

O prefeito perguntou ainda sobre a melhoria na rede elétrica. "Temos uma área onde queremos levar empresas. Hoje, a rede que passa por essa área é monofásica, mas seria necessário implantar a trifásica. Esse custo é do empresário, do município ou da CEMIG? ", questionou.

Itaguara – O coordenador da prefeitura de Itaguara, Ítalo Brugnara, pediu a colaboração da CEMIG na elaboração do projeto de extensão de rede para indústrias. "Lá tem uma indústria com 80 funcionários, que trabalha com gerador. Ela gasta 80 litros de óleo diesel e ainda paga 8 mil reais por mês de aluguel, queria ver como poderia resolver essa questão da iluminação pública, pedir luminária, por onde devo começar, se tenho que fazer projeto, se contrato empreiteira...", disse. Ítalo ainda questionou sobre as possibilidades de uso da Contribuição para o Custeio dos Serviços de Iluminação Pública (CCIP) para melhoria da rede.

Resposta da CEMIG

Segundo Anderson Ferreira quem determina a destinação de uso da CCIP é a própria Câmara do Município. A CEMIG é apenas prestadora de serviço contratada para fazer a arrecadação. "A empresa arrecada e devolve isso para o município. A CCIP é investida no pagamento da conta de luz dos municípios, para extensão de rede do município. Todo o recurso arrecadado com iluminação pública tem que ser investido em iluminação pública", disse. O gerente da CEMIG explicou ainda que para qualquer melhoria na rede elétrica tem que ter projeto.

Em relação à demanda de Florestal, o gerente da CEMIG explicou que é muito comum os municípios almejarem subestação, mas que infelizmente não é possível de ser feito. Disse que para ter uma subestação em qualquer município é preciso ter demanda, e toda a cidade absorva a energia produzida. Anderson ainda explicou que gerar energia sem demanda é investimento imprudente. "A Aneel não permite isso porque gera custo para o cliente, as tarifas são aumentadas em função do investimento. Imagina o seguinte: você, prefeito, quer construir uma subestação para a cidade, mas ela custa X milhões. Esse custo vai para todos os contribuintes de Minas Gerais, não apenas do município", enfatizou. Ele explicou que a CEMIG jamais vai deixar de atender qualquer pedido de carga no estado, mas sempre dialoga com o cliente apontando todas essas questões, inclusive em relação ao tempo de pagamento e o prazo de entrega.

Continuando a responder as demandas de Itaguara, mas, agora, em relação à mudança de fases da rede, Anderson disse que para cada pedido de melhoria há um encargo de responsabilidade. "Dependendo da carga que o cliente pedir, pode ser que o custo seja da distribuidora, mas deve haver demanda que pague o investimento. Para cada caso tem que analisar, depende muito da demanda que será contratada pelo cliente. Se aumentar a demanda de monofásico para trifásico, sem aumento de demanda, o custo é todo do cliente. Para cada caso é um caso", disse.

Ernando Nunes Braga complementou lembrando que "em muitos municípios chegamos e não tem o levantamento da carga a ser atendida, isso inviabiliza o projeto".

 

REUNIÃO 3 

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A terceira reunião foi inicialmente presidida pelo superintendente de coordenação e representação parlamentar da CEMIG, Carlos Renato de Almeida.

Estiveram presentes os representantes de Betim, Contagem, Esmeraldas, Juatuba, Igarapé e Ibirité

Antes de abrir espaço para as falas dos representantes de cada município, Carlos Renato reforçou que a equipe da CEMIG estava totalmente à disposição para tentar sanar um pouco das dúvidas de cada um e ser parceira nessas dificuldades. "A CEMIG entende que é papel da empresa fazer esse trabalho de consultoria e parceria com os municípios", frisou.

Ibirité – O secretário de Meio Ambiente Anderson Mourão afirmou que o município tem dificuldade em entender mais claramente o papel da CEMIG na cidade depois que a responsabilidade da iluminação pública passou a ficar a cargo dos municípios. "Às vezes não sei qual a atribuição da CEMIG. Acredito que essa reunião de hoje será positiva para entendermos melhor o atual papel da empresa nas cidades e termos uma interlocução melhor".

Resposta da CEMIG – Kelson Dias explicou que em 2014 houve um marco que regulamentou que a partir de 2015 a CEMIG transferiu a responsabilidade da iluminação pública para os municípios. Ou seja, a manutenção, os projetos, melhorias, tudo ficou a cargo dos municípios.

Dias aproveitou para ressaltar que com essa transferência de responsabilidades, surgiram muitas empresas oferecendo serviços, como a mudança das lâmpadas convencionais para o LED. Segundo ele, os municípios estão sendo orientados a elaborarem um plano diretor de iluminação pública antes da escolha da tecnologia a ser utilizada. "Primeiramente, é importante saber o que é necessário para o município, para que não haja problemas", disse.

Betim – O engenheiro civil Jomar perguntou se existem lâmpadas autossuficientes no mercado e se são viáveis para aplicação nos municípios.

Resposta da CEMIG - Sérgio Blaso explicou que existe sim esse tipo de tecnologia, mas que, no caso da iluminação pública, nem tudo se aplica, é diferente do uso residencial. "Uma lâmpada com acionamento por sensor para um poste pode não ser eficiente, pois pode acionar antes da pessoa passar, se um carro passa antes, por exemplo, tudo muito é relativo, em função do espaçamento dos postes, que é de 35 metros. Para utilizar essa tecnologia tem que se saber exatamente onde aplicar, como aplicar e quando aplicar. Se for num calçadão já é mais válido, já que não vai existir movimento de carros, mas numa via urbana, em função do transito, já não funciona", ressaltou.

Igarapé – O prefeito Carlos Alberto Silva afirmou que um dos clamores da população diz respeito ao tempo que demora a troca de uma luminária, um processo extremamente demorado. Muitas vezes a população não compreende que existe um trâmite antes de efetuar a troca. "Existe um estudo para que esse processo seja mais rápido"?

Resposta da CEMIG – Inésio Lima explicou que a CEMIG tem conversado com a equipe de expansão, para tentar ajustar um procedimento mais ágil para esses projetos de troca de luminária, atualizar o sistema de mapeamento das redes com os prestadores de serviço e agilizar esse processo. "Todos os projetos de iluminação terceirizados, estamos fazendo análise dentro do prazo, mas, às vezes, esses projetos são reprovados e tem que ser revistos, o que gera atrasos. Mas nós queremos rever esses processos e facilitar essas análises", salientou.

Em resposta à pergunta inicial do secretário de Meio Ambiente de Ibirité, Anderson Mourão, Inésio afirmou: "A gente sabe que a cultura de todos nós era de que, se queimasse uma lâmpada, bastava chamar a CEMIG. É difícil separar a iluminação pública do fornecimento de energia". O representante da CEMIG explicou que, desde 2015, quando foi realizado a transferência dos ativos para as prefeituras, a distribuição das tarefas ficou da seguinte forma: a colocação do poste é responsabilidade da CEMIG, mas o braço, a lâmpada, o cabo, o reator e o relé são da prefeitura. "Instalação de postes é da distribuidora, mas a colocação da luminária é da prefeitura. Antigamente a Cemig fazia tudo. Com a transferência dos ativos, não pode mais prestar esses serviços. O negócio atual da Cemig é venda de energia", exemplificou.

Ibirité – Eustáquio Carmo, assessor da prefeitura, perguntou como deve ser procedimento quando tem que mudar um poste da CEMIG de lugar e esse poste tem cabos de empresas de telecomunicações.

Resposta da Cemig – Segundo Inésio Lima, nesse caso é preciso acionar tanto a Cemig quanto as empresas de telecomunicações para informar as mudanças e negociar os custos dessa troca.

Valor para troca de postes e iluminação
O Presidente Vítor Penido quis saber a faixa de preços praticada para troca de postes e iluminação para saber se estamos pagando valores acima ou abaixo do mercado. "É preciso fazer o dever de casa no que tange às economias. Sempre chamo atenção de todos os colegas para cortarmos tudo que for possível. O Brasil está numa situação muito delicada e o que resta aos municípios é fazer economia e o dever de casa para poder investir em obras que beneficiem a população. Atualmente, em Nova Lima, para trocar lâmpada e relé estamos pagando R$ 7. Imagina esse valor multiplicado por 20 mil postes? É muita coisa!", analisou.

Resposta da CEMIG – Kelson Dias respondeu que o serviço de manutenção fica na faixa de R$ 4 a R$ 9, mas que o valor da mão de obra não tinha como informar naquele momento e que iria fazer um levantamento para repassar esse custo.

Esmeraldas – "Uma das maiores dificuldades que enfrentamos na cidade é com as empresas terceirizadas que trabalham para a CEMIG, elas não fazem um bom trabalho, não comunicam as manutenções e as trocas para que, por exemplo, a prefeitura possa ligar as luminárias. A rua fica toda escura, traz transtornos para a população. Gostaria de saber se haveria algum procedimento para melhorar essas obrigações com as empreiteiras para informar as manutenções", questionou o assessor Carlos Antônio Silva.

Resposta da CEMIG – Inesio Lima informou que a CEMIG já está fazendo um levantamento interno para estudar como estruturar melhor esses processos com as empreiteiras. Kelson reforçou que a CEMIG está estudando ajustar o contrato com as empreiteiras para melhorar esse procedimento.

Carlos Renato afirmou ser importante que os municípios comuniquem essa morosidade à CEMIG, para que possam sentar com a empreiteira, esclarecer o que está acontecendo para que esses atrasos e inconvenientes não se repitam.

Ibirité - Anderson Mourão sugeriu que a CEMIG possa ajudar os municípios a esclarecer as vantagens e desvantagens da mudança para LED.

Resposta CEMIG - Kelson disse que a CEMIG está a disposição para ser parceira da melhor maneira possível, que os municípios podem fazer agendamentos com os agentes da Cemig para fornecer os esclarecimentos necessários.

Igarapé – O prefeito Carlos Alberto reforçou o comentário do presidente Vitor e sugeriu que seja feito um levantamento de cada município para avaliar quanto cada um está pagando para as empresas terceirizadas de iluminação. "Tem município que paga R$ 4,50 e outro R$ 8. É hora de chamar para discussão e tentar melhorar, padronizar esses valores para que não tenha discrepância muito grande entre um e outro", finalizou.

 

REUNIÃO 4

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Nova Lima – O secretário de Planejamento e Gestão André Rocha falou que o município tem desafios muito grandes a vencer. "Temos um problema sério de arrecadação da Contribuição de Iluminação Pública (CIP), que mal dá para pagar as despesas de iluminação, sem considerar manutenção. Só mesmo pagar o custo. Precisamos rever essa cobrança com urgência. Se for possível, pensamos em caminhar com uma proposta de uma Parceria Público Privada (PPP) de iluminação pública", afirmou.

André reforçou ainda que Nova Lima tem três rodovias iluminadas – MG 30, BR 040 (Anel Rodoviário ao Alphaville) e BR 356 (trevo de Ouro Preto até depois do Alphaville) e o município tem que arcar com isso. "Nossa arrecadação da CCIP mal dá para pagar o custeio de energia elétrica, se conseguimos uma revisão dessa cobrança, com ampliação das faixas de cobrança, podemos conseguir a PPP para ampliar e agregar serviços", disse.

Resposta da Cemig – Kelson ressaltou que as concessionárias que cuidam das estradas normalmente assumem a gestão das iluminações.

Nova Lima – O secretário afirmou que isso não evoluiu com a Via 040. "Essa discussão não teve muita importância com administrações passadas e agora com a devolução da concessão da Via 040, acredito que não vamos prosperar. Temos é que viabilizar a PPP", ressaltou. Rocha explicou que já iniciou um estudo para tentar aprovar na Câmara. "Na proposta de correção da CCIP, os grandes consumidores terão contribuição maior", explicou.

O secretário de Nova Lima informou ainda que haveria uma reunião na CEMIG nos próximos dias para apresentar um projeto de regularização fundiária para o bairro de Água Limpa que, segundo ele, é um problema para CEMIG, que vem sendo constantemente cobrada. "Itabirito participará conosco e esperamos que a Cemig venha participar dessa discussão da mesma forma que a COPASA", enfatizou.

Resposta da CEMIG - Kelson sugeriu que a formatação do projeto de PPP seja desenvolvida junto à CEMIG. "Achei oportuno que teremos essa reunião sobre Água Limpa, podemos aproveitar para tratar desse assunto da CCIP. Quando a CEMIG está junto, pode facilitar na discussão com a Câmara. Faremos o que for necessário. Faço uma previsão de arrecadação para Nova Lima", afirmou.

O representante da CEMIG explicou que quando se separa as faixas residenciais das faixas de comercio e indústria pode-se colocar valores maiores de cobrança. "Vale a pena considerar tudo isso para demonstrar para a Câmara que não se trata de uma questão política, mas de uma necessidade real do município", disse.

Água limpa

Sobre a questão do bairro Água Limpa, Carlos Renato ressaltou que a CEMIG tem uma gerência que cuida de ocupações em áreas de risco e que seria importante entender as demandas do bairro para criar uma equipe especializada que resolva a questão, pois instalações clandestinas são nocivas para todos os consumidores, já que essa conta acaba sendo paga por todos os cidadãos.

Nova Lima - André Rocha disse que o Ministério Público já avaliou o que a Prefeitura vai apresentar nessa reunião sobre Água Limpa. "Queremos estancar novas invasões e construir um projeto, isso pode ser uma forma moderna de atuar nessa questão social. Estamos em fase final, de ajustar agendas de todos que vão participar e, por isso, achamos importante a presença da CEMIG. Esse modelo que Nova Lima quer sugerir pode servir para todas as cidades", finalizou.